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Gradiente Descendente em 6 atos

O conto de terror de um profissional de infraestrutura assombrado por buscas em grafos, hipercubos de 23 dimensões e o temido OOM Killer

Existe uma sensação muito peculiar em olhar para os lados em uma sala de aula de pós-graduação e perceber, com razoável grau de certeza estatística, que você é a pessoa mais velha da turma. O povo ao redor parece ter nascido sabendo calcular autovalores de cabeça, enquanto o meu cérebro passou décadas condicionado pela lida crua da infraestrutura: acostumado ao cheiro de poeira dos racks, ao zumbido frio das ventoinhas nos data centers e à certeza quase religiosa de que o mundo funciona melhor quando a gente entende os próprios logs antes de dormir.

Vinte Minutos para Explicar Meio Século de Aprendizado de Máquina

Notas de sobrevivência para apresentar aprendizado supervisionado e por reforço sem surtar no palco

Botar um cronômetro de vinte minutos na sua frente e ter que explicar aprendizado supervisionado e aprendizado por reforço é um exercício de síntese homérico, na melhor definição que consigo pensar agora (e olha que eu gosto de uma boa dose de masoquismo). Estamos falando de duas áreas monumentais da computação que consumiram décadas de pesquisas, acumularam centenas de variações algorítmicas e hoje sustentam quase tudo o que chamamos de IA moderna.

Ensaio da Banca de 20 Minutos: Agentes e Busca em IA

Ansiedade acadêmica, modelos mentais de IA e como sobreviver à avaliação de apresentações relâmpago

Hoje mais tarde eu tenho aula de Tópicos em Inteligência Artificial, e o professor resolveu implementar uma daquelas dinâmicas que colocam a minha ansiedade em órbita: bancas avaliadoras compostas pelos próprios alunos. Funciona assim: enquanto um grupo vai para a frente da sala defender o tema da semana, outro grupo senta na primeira fila com a nobre e ingrata missão de fazer perguntas, avaliar o conteúdo e fingir pleno controle da própria vida acadêmica.