A História dos Contêineres

De uma chamada de sistema dos anos 70 a uma palestra de cinco minutos que mudou a indústria

Tenho um amigo que usa Slackware no trabalho. Não por nostalgia, não por teimosia, não por falta de opção. Por escolha técnica deliberada, com a convicção serena de quem conhece o sistema até a raiz e não quer camadas de abstração que ele não pediu. É o tipo de pessoa que abre um man 8 chroot por lazer, tem opinião formada sobre hierarquia de processo em *BSD e consegue passar horas discutindo as diferenças filosóficas entre o modelo de jails do FreeBSD e o isolamento de processos do OpenBSD. Um entusiasta no sentido mais verdadeiro da palavra: aquele que estuda porque gosta, e não porque a certificação exige.

A Odisséia da Lanternagem Estética do Blog

Como joguei fora o tema padrão do GitHub Pages, eliminei CDNs externas e construí uma identidade visual leve, offline-first e com a minha cara

Existe uma sensação física de incômodo que todo desenvolvedor com mania de artesão conhece bem: olhar para a própria criação e sentir que ela não tem a sua cara. Durante anos, este blog operou sob a sombra acolhedora e cinzenta do Minima, o tema padrão que o Jekyll entrega quando você cria um repositório no GitHub Pages. Ele funciona. Compila sem chiar. Carrega rápido e não quebra.

O teorema da caneta BIC

Sobre a incrível arte de defender a própria guilhotina

Existe uma regra não escrita sobre a sobrevivência em repartição pública: nunca abra o grupo de WhatsApp do trabalho antes da segunda xícara de café. Se você cometer essa imprudência com o estômago vazio, corre o risco sério de descobrir que o seu colega de sala encontrou uma justificativa no livro de Samuel para passar pano em escândalo financeiro antes mesmo das nove da manhã.

Kubernetes in a Box, Parte 2 - Ferramentas e Ambiente de Laboratório

Do terminal vazio ao cluster virtual em duas placas de rede

Na Parte 1 desta série, gastamos o post inteiro falando sobre por que construir um cluster Kubernetes na mão e o que pretendemos montar. Conceitos, diagramas, motivação. Agora é hora de sujar as mãos de verdade: vamos configurar o computador hospedeiro, dissecar linha por linha como o Vagrant lê nosso inventário Ansible para criar máquinas virtuais e resolver o problema mais traiçoeiro de qualquer laboratório local de Kubernetes: fazer a rede funcionar direito.

Ensaio sobre dois cegos

Para quem acha que escrever com IA te livra do trabalho de pensar

Vamos tirar o elefante da sala logo no primeiro parágrafo: sim, eu uso inteligência artificial para escrever. E sim, este ensaio que você começou a ler foi parido a quatro mãos em uma conversa direta entre mim e um modelo de linguagem. Podem rasgar as vestes, acionar a inquisição dos puristas da folha em branco ou me denunciar para a polícia da literatura orgânica: a verdade é que não tenho a menor vergonha disso. Fingir que eu psicografei cada vírgula sozinho em um transe solitário diante de uma tela escura para manter pose de gênio romântico seria uma hipocrisia tão patética que nem o Linkedin teria coragem de publicar.