Gradiente Descendente em 6 atos

O conto de terror de um profissional de infraestrutura assombrado por buscas em grafos, hipercubos de 23 dimensões e o temido OOM Killer

Existe uma sensação muito peculiar em olhar para os lados em uma sala de aula de pós-graduação e perceber, com razoável grau de certeza estatística, que você é a pessoa mais velha da turma. O povo ao redor parece ter nascido sabendo calcular autovalores de cabeça, enquanto o meu cérebro passou décadas condicionado pela lida crua da infraestrutura: acostumado ao cheiro de poeira dos racks, ao zumbido frio das ventoinhas nos data centers e à certeza quase religiosa de que o mundo funciona melhor quando a gente entende os próprios logs antes de dormir.

Otimizando o boot criptografado do meu notebook

Porque segurança de disco não precisa significar lentidão no boot

Existe uma sensação física de puro ódio que todo usuário de Linux já experimentou: ligar o notebook, digitar a senha do disco e ficar encarando uma tela preta estática, sem cursor piscando, sem sinal de vida, enquanto os segundos escorrem pelo ralo. No meu notebook, um Dell com SSD NVMe rápido rodando Debian Trixie, esse ritual diário estava cobrando um pedágio ridículo de um minuto e quarenta segundos.

Diagnóstico Forense em Contêineres: Inspecionando Sistemas sem Shell nem Ferramentas

Do /proc raiz ao OOM Killer: como investigar memória, processos e falhas silenciosas quando ps e free não existem

Sexta-feira, ambiente de produção. O alerta do sistema de monitoramento dispara com a delicadeza de uma sirene de ataque aéreo: um dos serviços centrais da infraestrutura parou de responder, a réplica caiu sumariamente com status de falha e o orquestrador subiu um contêiner substituto no lugar para estancar a sangria.

Contêineres na Prática: Docker, Compose e Podman

Do Dockerfile ao docker compose up: construindo, orquestrando e protegendo contêineres para o mundo real

Na primeira parte desta série, a gente abriu o capô do kernel Linux e viu que contêineres não são máquinas virtuais: são processos comuns isolados por namespaces, limitados em hardware por cgroups v2 e servidos por camadas montadas via OverlayFS. Chegamos a empacotar tudo isso num script em shell de cinquenta linhas capaz de rodar um ambiente funcional do zero.

Kubernetes in a Box, Parte 4 - Preparação do Sistema Base

Módulos de kernel, sysctl, swap e a fundação do Linux antes de qualquer binário do Kubernetes

Uma VM AlmaLinux recém-saída do vagrant up é um ótimo servidor genérico: quieta, previsível e configurada para aplicações comuns. Ela não repassa pacotes entre interfaces, não deixa o firewall inspecionar o tráfego das pontes de rede, convive com swap sem remorso e nem sequer conhece os nomes das outras máquinas do laboratório. Para quem vai virar nó de Kubernetes, cada uma dessas características é um problema que precisa ser resolvido.