Contêineres na Prática: Docker, Compose e Podman

Do Dockerfile ao docker compose up: construindo, orquestrando e protegendo contêineres para o mundo real

Na primeira parte desta série, a gente abriu o capô do kernel Linux e viu que contêineres não são máquinas virtuais: são processos comuns isolados por namespaces, limitados em hardware por cgroups v2 e servidos por camadas montadas via OverlayFS. Chegamos a empacotar tudo isso num script em shell de cinquenta linhas capaz de rodar um ambiente funcional do zero.

Kubernetes in a Box, Parte 4 - Preparação do Sistema Base

Módulos de kernel, sysctl, swap e a fundação do Linux antes de qualquer binário do Kubernetes

Uma VM AlmaLinux recém-saída do vagrant up é um ótimo servidor genérico: quieta, previsível e configurada para aplicações comuns. Ela não repassa pacotes entre interfaces, não deixa o firewall inspecionar o tráfego das pontes de rede, convive com swap sem remorso e nem sequer conhece os nomes das outras máquinas do laboratório. Para quem vai virar nó de Kubernetes, cada uma dessas características é um problema que precisa ser resolvido.

Fundamentos e Anatomia de Contêineres

De namespaces a cgroups v2: tudo que o kernel faz quando você digita docker run

Você já rodou docker run centenas de vezes. Digita o comando, aperta enter, um punhado de letrinhas corre pelo terminal e, em questão de meio segundo, você tem uma aplicação inteira rodando em um ambiente isolado com rede, disco e variáveis próprias. Mas se eu te perguntar exatamente o que o kernel Linux fez naquele exato instante de meio segundo, você sabe responder?

Hotspot Wi-Fi 6 no Debian: Domando o Firmware Intel

Como contornar as travas LAR e NO-IR para rodar um AP 802.11ax com WPA3 e nftables

Existe uma ilusão vendida pelas interfaces gráficas modernas de que transformar o computador em ponto de acesso sem fio é um clique e pronto. Você abre o painel da distribuição, clica em "Criar Hotspot", inventa uma senha qualquer e espera que funcione. Na melhor das hipóteses, sobe uma rede WPA2 capenga; na pior, a interface congela, o NetworkManager se perde sozinho e você não faz ideia do que deu errado.

Kubernetes in a Box, Parte 3 - O Inventário Ansible e as Variáveis do Cluster

O cérebro declarativo que orquestra a infraestrutura e viabiliza upgrades com uma única linha

No post anterior, deixamos nossas máquinas virtuais ligadas e conversando em uma rede privada isolada no KVM. Temos load balancers, managers, workers e um servidor NFS com endereços estáticos e resolução de nomes básica. Se tentarmos rodar qualquer comando do Kubernetes nelas agora, nada vai acontecer: não há binários instalados, não há certificados emitidos e nenhum processo do control plane existe. Antes de enviar a primeira instrução para as máquinas, precisamos responder a uma pergunta de arquitetura: onde vive a verdade sobre as versões, as faixas de rede e os papéis de cada nó?