• Ensaio sobre dois cegos

    Para quem acha que escrever com IA te livra do trabalho de pensar

    Vamos tirar o elefante da sala logo no primeiro parágrafo: sim, eu uso inteligência artificial para escrever. E sim, este ensaio que você começou a ler foi parido a quatro mãos em uma conversa direta entre mim e um modelo de linguagem. Podem rasgar as vestes, acionar a inquisição dos puristas da folha em branco ou me denunciar para a polícia da literatura orgânica: a verdade é que não tenho a menor vergonha disso. Fingir que eu psicografei cada vírgula sozinho em um transe solitário diante de uma tela escura para manter pose de gênio romântico seria uma hipocrisia tão patética que nem o Linkedin teria coragem de publicar.

  • Vinte Minutos para Explicar Meio Século de Aprendizado de Máquina

    Notas de sobrevivência para apresentar aprendizado supervisionado e por reforço sem surtar no palco

    Botar um cronômetro de vinte minutos na sua frente e ter que explicar aprendizado supervisionado e aprendizado por reforço é um exercício de síntese homérico, na melhor definição que consigo pensar agora (e olha que eu gosto de uma boa dose de masoquismo). Estamos falando de duas áreas monumentais da computação que consumiram décadas de pesquisas, acumularam centenas de variações algorítmicas e hoje sustentam quase tudo o que chamamos de IA moderna.

  • Reforma Tributária para Dummies

    Talvez a reforma tributária seja mais simples que seu contador faz parecer

    Eu sou de infra. Meu trabalho é manter servidores de pé, redes funcionando e deploys acontecendo sem que ninguém perceba. Programação pra mim é ferramenta, não profissão. Eu abro o Python quando quero dissecar um conceito, do mesmo jeito que abro um terminal pra provar que a falha não é na aplicação, é na rota de rede: não é sobre elegância, é sobre desmontar a máquina pra entender quem ela realmente serve.