Fundamentos e Anatomia de Contêineres

De namespaces a cgroups v2: tudo que o kernel faz quando você digita docker run

Você já rodou docker run centenas de vezes. Digita o comando, aperta enter, um punhado de letrinhas corre pelo terminal e, em questão de meio segundo, você tem uma aplicação inteira rodando em um ambiente isolado com rede, disco e variáveis próprias. Mas se eu te perguntar exatamente o que o kernel Linux fez naquele exato instante de meio segundo, você sabe responder?

Hotspot Wi-Fi 6 no Debian: Domando o Firmware Intel

Como contornar as travas LAR e NO-IR para rodar um AP 802.11ax com WPA3 e nftables

Existe uma ilusão vendida pelas interfaces gráficas modernas de que transformar o computador em ponto de acesso sem fio é um clique e pronto. Você abre o painel da distribuição, clica em "Criar Hotspot", inventa uma senha qualquer e espera que funcione. Na melhor das hipóteses, sobe uma rede WPA2 capenga; na pior, a interface congela, o NetworkManager se perde sozinho e você não faz ideia do que deu errado.

Kubernetes in a Box, Parte 3 - O Inventário Ansible e as Variáveis do Cluster

O cérebro declarativo que orquestra a infraestrutura e viabiliza upgrades com uma única linha

No post anterior, deixamos nossas máquinas virtuais ligadas e conversando em uma rede privada isolada no KVM. Temos load balancers, managers, workers e um servidor NFS com endereços estáticos e resolução de nomes básica. Se tentarmos rodar qualquer comando do Kubernetes nelas agora, nada vai acontecer: não há binários instalados, não há certificados emitidos e nenhum processo do control plane existe. Antes de enviar a primeira instrução para as máquinas, precisamos responder a uma pergunta de arquitetura: onde vive a verdade sobre as versões, as faixas de rede e os papéis de cada nó?

A História dos Contêineres

De uma chamada de sistema dos anos 70 a uma palestra de cinco minutos que mudou a indústria

Tenho um amigo que usa Slackware no trabalho. Não por nostalgia, não por teimosia, não por falta de opção. Por escolha técnica deliberada, com a convicção serena de quem conhece o sistema até a raiz e não quer camadas de abstração que ele não pediu. É o tipo de pessoa que abre um man 8 chroot por lazer, tem opinião formada sobre hierarquia de processo em *BSD e consegue passar horas discutindo as diferenças filosóficas entre o modelo de jails do FreeBSD e o isolamento de processos do OpenBSD. Um entusiasta no sentido mais verdadeiro da palavra: aquele que estuda porque gosta, e não porque a certificação exige.

A Odisséia da Lanternagem Estética do Blog

Como joguei fora o tema padrão do GitHub Pages, eliminei CDNs externas e construí uma identidade visual leve, offline-first e com a minha cara

Existe uma sensação física de incômodo que todo desenvolvedor com mania de artesão conhece bem: olhar para a própria criação e sentir que ela não tem a sua cara. Durante anos, este blog operou sob a sombra acolhedora e cinzenta do Minima, o tema padrão que o Jekyll entrega quando você cria um repositório no GitHub Pages. Ele funciona. Compila sem chiar. Carrega rápido e não quebra.